O labirinto

A construção circular do cerrito e a idéia de um caminho que leva ao centro favorecem a concepção de um labirinto. Os labirintos são considerados caminhos metafísicos desde seu surgimento na mais remota antigüidade. Há uma adequação extrema entre a proposta de experiência estético-metafísica aqui proposta e o significado tradicional dos labirintos. Diferentes dos "mazes", formas muito difundidas (e confundidas) de espaços onde os caminhos são interrompidos favorecendo a ilusão e a angústia através do engano e do erro, os labirintos são caminhos abertos que devem ser percorridos em suas circunvoluções e que permitem ao sujeito fazer a experiência ilustrada que o leva tanto ao centro da construção como, metaforicamente, ao centro de si mesmo.
O labirinto é, por sua vez, formado pelo desenho obtido do próprio rompe-cabeças quando visto como planta baixa. Revela a face de um jaguar em seu desenho por puro presente do acaso.

O caminho da água de bacia de pedra em bacia de pedra é o caminho de sua purificação, que leva ao centro dessa construção em forma de labirinto-cerrito simbolizando também nosso retorno à natureza, nossa reconciliação com ela através da cultura, nossa busca pelo significado maior da natureza como nosso significado individual. A água depois desse caminho é devolvida ao rio por meio de um canal aberto como que para simbolizar o eterno retorno de tudo à natureza da qual viemos. A gruta central que abarca a pequena fonte exige a precaução de não se gastar à toa, é símbolo do cuidado com a água a ser incentivado e promovido didaticamente.